Ecologistas pedem proibição da pesca do atum-rabilho
8 Fev 10
Em Madrid, grupos ecologistas e figuras públicas manifestaram preocupação com sobre-exploração da espécie
Grupos ecologistas e várias figuras públicas aproveitaram a apresentação, ontem, em Madrid, do filme «The End of the Line» para defenderem a proibição da pesca do atum-rabilho (Thunnus thynnus). O filme realizado por Rupert Murray, sobre a sobre-exploração dos recursos marítimos, foi o mote para os grupos reivindicarem a entrada deste peixe na lista da Convenção Internacional de Comércio de Espécies em Perigo da Fauna e Flora Selvagens (CITES).
A próxima conferência da CITES realiza-se entre 13 e 25 Março, Doha (Qatar). Se aquela espécie de atum for incluída no apêndice da Convenção será proibido o seu comércio nível internacional e melhoradas as condições das povoações reprodutoras.
Para os ambientalistas aquele encontro será a oportunidade para salvar esta espécie da atum da extinção, já que a reunião da Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), que se realizou no passado mês de Novembro, no Brasil, foi um fracasso.
Espanha, que preside a União Europeia até Junho, é o membro com a maior cota de extracção, tendo assim um importante papel para o futuro deste peixe. Entre 80 e 90 por cento das capturas no Mediterrâneo destinam-se à exportação, na sua grande maioria para o Japão.
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É no Mar das Baleares (no Mediterrâneo) que se encontra uma das mais importantes zonas de reprodução desta espécie. E é ali, na época em que os peixes estão a desovar, que os navios atuneiros actuam para maximizar as capturas no menor tempo possível.
O governo das Baleares já aprovou uma proposta para a criação de um santuário natural de 25 mil quilómetros quadrados ao sul das Ilhas, precisamente na zona de reprodução. Com esta medida as autoridades locais querem pressionar o governo central espanhol a aprovar a zona de protecção.
O pedido para a inclusão desta espécie no apêndice da CITES foi assinado pelos grupos ambientalistas Ecologistas en Acción, Greenpeace, MarViva, Oceana, Pew e WWF. A estes juntaram-se inúmeras figuras públicas como Kofi Annan, ex-secretário geral das Nações Unidas, o cantor Miguel Bosé, os actores Michael Douglas e Ted Danson, a modelo Elle MacPherson, entre muitas outras.
Fonte: www.cienciahoje.pt
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