Ilhas-barreira da Ria Formosa devem ser desocupadas e renaturalizadas, defende a Quercus
26 Fev 10
A Quercus – Associação Nacional de Manutenção da Natureza defende que “a única solução adequada” para as ilhas-barreira da Ria Formosa passa por “remover todo o tipo de construções e de infra-estruturas existentes”, promovendo a renaturalização.
A opinião foi divulgada em comunicado, na sequência dos recentes temporais na costa sul, “resultado de fortes ventos e intensa ondulação, que levaram a galgamentos oceânicos e à destruição de construções” nas ilhas-barreira.
A Quercus entende que a “clara tendência” de recuo destas ilhas em direcção ao continente a par da redução do interior do sistema lagunar, permitem antever “um aumento da susceptibilidade ao fenómeno dos galgamentos oceânicos”.
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“O principal fornecedor de sedimentos ao sistema de ilhas-barreira é a área de arribas situada entre os Olhos de Água e o Ancão, hoje sujeita a uma fortíssima erosão, com o facto, mais que expectável, de o rio Guadiana ter diminuído o fornecimento sedimentar por via da deriva litoral”, o que provocará o “mais que provável agravamento da erosão costeira nos próximos anos”, defende a associação.
Neste cenário, a Quercus exige “que as autoridades ponderem fortemente a possibilidade de, a médio prazo, implementarem um programa que preconize a desocupação total das duas penínsulas e das cinco ilhas-barreira, mesmo que tal implique indemnizar os seus proprietários legais”.
“Deve-se salientar que os custos de manutenção da actual situação são muito superiores aos da opção pela renaturalização dos sistemas dunares e protecção dos valores naturais”, acrescenta-se em comunicado.
Em resposta, o Ministério do Ambiente, contactado pela Lusa, disse que "muito em breve haverá novidades" sobre esta matéria e que será feito um ponto da situação dos trabalhos para a zona, abrangida pelo programa Polis da Ria Formosa.
EP/RS
Fonte: www.regiao-sul.pt
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